Friday, October 14, 2011

Numa Sexta

A pele, a luz, a lua, sorrisos, suspiros sacanas
No beijo a pele nua de estrelas
Dividida entre meus lábios e a cama
Eu ali suspenso no ar
O cheiro tomou conta da vida
O beijo na pela nua
Na minha, na dela
Como uma composição feita de notas perfeitas
De acordes quentes de sol de verão
A pele nua no beijo
Suspenso em delírios, frêmitos
Borboletas no estômago
Coração em disparada
Arranhões, fios de cabelo
Beijos, caricias, o céu
A erupção, o grito,
E finalmente a paz...

Assim...

Desse sorriso que se converte em energia
e exala vulcão no meu vilarejo
é dessas que vem e vão embora
sem se preocupar com o que deixam ou levam

foi nesses dias da vida que ela apareceu
tomou contou, sorrio, fez acordes e desapareceu
nem vi pra onde foi, foi tão rápido
nesses dias que passaram

nesses dias que passam
me lembro dela sem hora marcada
ao acaso, e faço sorrisos feitos de pensamentos sobre ela

é assim como poesia que empreguina tudo
e não adianta usar perfume francês, nem banho de ervas
o cheiro não sai, não cura,
fica ali vagando e lembrando que tudo que vem acaso tem mais força
mas só permanece se for cuidado e construído.

Friday, July 17, 2009

Amor?

Quando se vive em busca do amor, andamos por caminhos tortuosos, por vezes alegre, ora triste, mas se a vida é centrada no amor, por que as pessoas o desprezam a todo o momento. O ser humano precisa em primeiro lugar amar o próprio amor, para ai buscar a concretização da sua essência. Andamos em um mundo corrupto em todos os aspectos, pois temos medo de ser quem realmente somos, e alimentamos nossas dores e angustias e escondemos nossa felicidade, pois julgamos que alguém não a entenderia. É justamente na individualidade de caminhos que encontramos o amor, e não em um mesmo caminho que outrem nos apontou. Nosso coração é sensível aos caminhos que a vida nos presenteia, mas não podemos nunca esquece que ele é manipulável, que ela passa a amar o que a maioria acha bom pra nós... mas, se nós mesmos somos confusos em relação ao que sentimos, como podemos supor que alguém saberá discernir melhor que nós mesmo? Sim... é claro que devemos ter apoio nas escolhas, mas devemos escolher por nós mesmo. Escolha agora o caminho que seus próprios pés precisam trilhar, talvez você encontre aquilo que procure, talvez não, mas o fato é que você tentou.

Wednesday, July 08, 2009

A Contrapartida do Amor

Contrapartida: habitualmente 'compensação', aquilo que se dá ou paga em troca de algo, um preço, uma 'moeda de troca,
Tenho ouvido muitas pessoas falando de amar incondicionalmente, mas fica a grande dúvida, é possível? Sempre que você alimenta algo ou alguém, você, inevitavelmente retira esses “nutrientes” de você mesmo; e não há outra maneira de realocá-los, se não, receber na mesma proporção tudo que você doou. Mas quando partidos do pressuposto de “forçar” outrem a determinadas ações, para satisfazer aquilo que almejamos, inevitavelmente, o amor entre os dois acabará. É preciso compreender que aqueles que aprenderam a amar vão focalizar suas ações no outro e não em si próprias. Quando nos livrarmos do amor egoísta que rege a sociedade, poderemos de fato construir a felicidade... Quem acompanha meus textos, deve perceber que sempre falo em construir, falo dessa maneira por acreditar piamente que a felicidade não é encontrada, que o amor não é encontrado, que a paz não é encontrada, mas sim, construída. Construa agora seus sonhos, mas não esqueça do principal, uma amor nunca pode ser construído sozinho, construa a dois, com os sonhos, os encantos, o brilho, as flores e tudo que cada um dos dois tem a contribuir para esse amor

Monday, July 06, 2009

A GERAÇÃO QUE MATOU O AMOR

Tava lendo o blog de um amigo - Diego - e ela falava do tema "meninas perdem a virgindade cada vez mais cedo".

É fato que essa geração construiu uma ideia erronia, pra não dizer absurda, do que é amor. ta certo.... não podemos definir quem o ou que ele é, mas com certeza podemos definir o que ele NÃO é. quando se fala sobre isso, a maioria esmagadora concorda com o tema e até aplaudem os argumentos levantados, mas na prática não mudam em nada sua postura. 92% da indústria farmaceutica é feminina, sendo mais de 74% de remédios ligados a depressão, distubios emocionais e insonia. mas de onde provém toda essa tristeza, que parece incrustada no coração da mulheres? a resposta é tema do meu livro "A GERAÇÃO QUE MATOU O AMOR". costruir a vida embasado no tema: "... não sou de ninguém, eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também..." não poderia nunca ter bons resultados. constrúam, enquanto ainda a esperança "eu sei que vou te amar por todo a minha vida, eu vou te amar". mudem, enquanto ainda a esperança, suas música, escutem o que eleva a alma aquieta o espírito, andem mais de maos dados e tomem sorvetes juntos, façam planos, riem das piadas, e "nunca tentem descobrir o assassino do filme" surpreendam-se com com o final. não riam de quem foi traído, mas falem mau de quem traiu (a falta de carater n foi do corno). mulheres querem ser valorizadas, o primeiro passo e valorizar a si mesma...

o tema é longo, mas é preciso se discutido

Sunday, April 26, 2009

Saíu Para A Rua
Rui Veloso
Composição: Carlos Tê / Rui Veloso


Saiu decidida para a rua
Com a carteira castanha
E o saia-casaco escuro
Tantos anos tantas noites
Sem sequer uma loucura

Ele saiu sem dizer nada
Talvez fosse ao teatro chino
Vai regressar de madrugada
E acordá-la cheio de vinho

Tantos anos tantas noites
Sem nunca sentir a paixão
Foram já as bodas de prata
Comemoradas em solidão

Pôs um pouco de baton
E um leve toque de pintura
Tirou do cabelo o travessão
E devolveu ao rosto a candura

Saiu para a rua insegura
Vageou sem direcção
Sorriu a um homem com tremura
E sentiu escorrer do coração
A humidade quente da loucura

Friday, January 02, 2009

Construindo Emoções Parte I

Porque não consigo ser feliz? Porque não dou certo no amor? Porque não tenho amigos de verdade? Porque a vida é tão injusta? Porque, porque? Eram tantas perguntas que me deixaram tonto, eu não sabia como respondê-las, como agir diante dela. Mas tinha algo na vida, um prazer em ajudar alguém, em construir sorrisos em olhares tristes, em buscar o que há de melhor em cada ser. Algo que me impulsionava a desvendar o ser humano como um todo. Muitas vezes perdido entre meu intelecto e as coisas da fé, aquelas que não se explicam, eu pintava o quadro da esperança, pois, entendia e acreditava do fundo do meu coração que todo ser humano precisa e muito do seu quinhão de esperança.
É incrível e inacreditável a cegueira humana, a especialidade em não se prestar atenção nas coisas maravilhosas que a vida nos presenteia, os detalhes ocultos que nos são revelados a todo tempo. Creio sinceramente que o desenvolvimento da percepção é justamente onde consiste a evolução emocional. A percepção da vida como um todo, a percepção das pessoas que nos cercam, dos detalhes, do ambiente, da atmosfera, do inconsciente, do subjetivo. Ainda que possamos conversar durante horas com alguém, é justamente no que não foi dito que está o que realmente importa.
Após o silêncio ensurdecedor dos segundos que passaram após todas aquelas perguntas, compreendi que não era uma resposta que eu deveria lhe dar, resposta que eu não tinha, mas que de alguma forma, devido a está incansável busca da compreensão emocional do ser humano, talvez eu estivesse mais perto de achá-las. Era o silêncio que ela precisa, e o abraço de verdade, era ouvi-la de verdade, senti-la de verdade. Pois sua necessidade básica era compreensão e segurança.
Em seus olhos havia uma força inacreditável, mas porque ela não a via? Como ela não sentia o grande poder que tinha? Que linguagem seus olhos falavam e que linguagem ela compreendia? Essa foi a questão que levantei a naquele dia e que levei muito tempo para responder.

O tempo cura ou aumenta a dor? Não podemos fugir da vida, não podemos nos esconder da dor, logo não há motivo para adiar a cura, ou, inevitavelmente a dor aumentará. Minha avó costumava dizer que: “o que arde cura, o que aperta segura”, ensinamentos simples, mas valorosos, não adie o enfrentamento da dor, não enfrente-a sozinho, você precisa e deve do apoio de um verdadeiro amigo. Daquele que mesmo que não entenda a dor, segure junto com você o peso.

Sunday, October 26, 2008

Poeminha sem nome ao que não entendo

As vezes o vazio invade o nada que há em nos, devora aquilo que tempos achei tinha perdido, mas não importa o que eu faça e o quanto me sinto mau, o sol inevitavelmente irá nascer, a primavera inevitamente encontrará o verão, os dias passarão e tudo vira bobagem.
É uma pena que temos que perder a magia e o encanto para finalmente entender o quão era precioso. Aí ficamos felizes pela peixão que nos invadade, para novamente nos entristecermos porque ficou tarde de mais...